HISTÓRICO

O Prémio africano do jornalismo em educação Akintola Fatoyinbo foi criado pela ADEA em 2001. Ele leva o nome de seu fundador, Sr. Akintola Fatoyinbo, primeiro coordenador do Grupo de trabalho sobre a comunicação para a educação e o desenvolvimento (GTCOMED) e especialista em comunicação para o desenvolvimento.

Desde a criação do Prémio, cinco edições foram organizadas e 20 jornalistas foram premiados.
Lançado inicialmente para a imprensa africana em francês e inglês, o Prémio foi estendido ao português em 2005.
Organizado anualmente até 2004, o prémio em seguida passou a coincidir com a organização das bienais da ADEA, que ocorreram até 2008. A sexta edição do prémio coincidirá com a primeira trienal da ADEA, que terá lugar em 2011, durante a qual a cerimónia de premiação será organizada e o 10o aniversário do Prémio será celebrado.


Akintola Fatoyinbo

  Akintola Fatoyinbo

Akintola Fatoyinbo nasceu em 12 de Fevereiro de 1943, no oeste da Nigéria.
Depois de uma formação em jornalismo na Alemanha, trabalhou no serviço África da rádio Deutsche Welle, e em seguida na área dos média e da comunicação em várias organizações internacionais, dentre as quais a OMS em Ouagadougou, a agência InterPress Third World (IPS), como diretor regional para África, e no Banco Mundial, instituição em que construiu grande parte de sua carreira e onde trabalhou para promover os média africanos e gerir a comunicação de programas de desenvolvimento.
Foi nesse contexto em que participou da criação do projeto oeste-africano de desenvolvimento das agências de imprensa, lançado pela UNESCO e financiado pela Alemanha. Como funcionário enviado pelo Banco Mundial, Akin tornou-se conselheiro técnico principal do projeto e instalou-se em Cotonou (Benim), onde WANAD – nome pelo qual o projeto ficou conhecido – formou mais de 1.000 jornalistas, técnicos e responsáveis. Em 1995, o projeto torna-se uma ONG internacional, o centro WANAD, do qual Akin é eleito secretário geral, função que ele exerce em paralelo à sua carreira de especialista em comunicação no Banco Mundial.

Convencido de que a educação é a chave do desenvolvimento em África e de que a comunicação é o vetor primordial para promover a educação, Akin não poupará energia nem tempo para defender essa ideia – e seus esforços levarão à criação, em 1998, do programa de comunicação para a educação e o desenvolvimento (COMED) da ADEA.
Akin acreditava que os jornalistas africanos deveriam, para levar adiante este projeto, especializar-se na área da educação e que, para isso, seria necessário garantir uma formação adequada. Ele estava profundamente convencido de que era necessário melhorar a comunicação dentro dos ministérios africanos da educação, e entre eles e os média. Essa visão levou à criação, em 2002, do Grupo de trabalho da ADEA sobre a comunicação e o desenvolvimento (GTCOMED), cuja missão principal é possibilitar o desenvolvimento profissional e a especialização dos jornalistas e responsáveis pela comunicação na área da educação. Desta forma nasceu o  Prémio africano do jornalismo em educação, com o objectivo de incentivar jornalistas e órgãos de imprensa africanos a trabalharem em reportagens de qualidade sobre a educação em África.
Depois do falecimento brutal de Akin, em Dezembro de 2002 em Dar-es-Salaam (Tanzânia), a ADEA decidiu dedicar-lhe o Prémio – conhecido desde então como Prémio africano do jornalismo em educação Akintola Fatoyinbo. A ADEA rende assim homenagem a um homem visionário, cujo combate aguerrido pela profissionalização, especialização e excelência dos média africanos acabou por tornar-se o combate de todos aqueles que o conheceram.

Alfred Opubor

Alfred Opubor foi o sucessor de Akintola Fatoyinbo na coordenação do GTCOMED de 2003 à 2005.

 

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